<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500</id><updated>2012-02-16T04:10:06.471-08:00</updated><title type='text'>Tomás Wolf</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tomaswolf.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-1347543284193554634</id><published>2008-12-23T09:43:00.001-08:00</published><updated>2008-12-23T09:45:51.020-08:00</updated><title type='text'>Sonho é vida em liberdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em sonhos somos heróis ou vilões, fracos ou fortes, em sonhos somos quem queremos e não temos coragem para ser acordados, afastamo-nos de quem nos faz mal ou não gostamos, vivemos em segredo as fantasias e as aventuras de que a moral e a consciência não nos libertam quando despertos, a sonhar rimos, choramos e cantamos sempre melhor do que acordados.&lt;br /&gt;Em sonhos somos mais verdade, mesmo quando essa verdade nos assusta ou deixa tristes, porque tantas vezes também nos faz acordar felizes e confiantes. Em sonhos amamos mais e melhor, somos ousados, traímos ou trocamos afectos em segredo cúmplice e amoral, perseguimos finais de arco iris em busca de potes de ouro que acordados sabemos não existirem. Sonhar é como uma porta que se abre para uma vida em liberdade, em sonhos somos capazes de nos perder sem rumo e sem limites em tempos que se misturam, somos um passado que nunca foi e trazemos o futuro ao presente, vivemos a criança que nunca revelámos para descobrir afinal que ela ainda dura em nós.&lt;br /&gt;Sonho é esperança sem matéria mas com alma, uma alma dotada de um coração imenso capaz de se libertar sem ansiedades nem restrições para se entregar à vida. E é através dessa capacidade para sonhar que descobrimos o quanto é bom viver... para poder sonhar; e o quanto é mau sonhar que não se quer acordar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-1347543284193554634?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/1347543284193554634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/1347543284193554634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2008_12_01_archive.html#1347543284193554634' title='Sonho é vida em liberdade'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-4986478423747717101</id><published>2008-12-10T03:52:00.001-08:00</published><updated>2008-12-10T04:48:59.357-08:00</updated><title type='text'>Foi a tarde mais doce de todas as tardes por inventar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_o2Hfm-kpu1c/ST-xW_OQQzI/AAAAAAAAEB8/CHQKsa2x6bw/s1600-h/mar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 248px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_o2Hfm-kpu1c/ST-xW_OQQzI/AAAAAAAAEB8/CHQKsa2x6bw/s400/mar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278132296787968818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abracei-te, beijei-te a cara e os cabelos, os meus lábios rondaram-te as pestanas e as bocas não tardaram a encontrar-se depois da rotação da tua cabeça. Em fundo, o suave barulho das ondas, enquanto brincávamos sobre o que as velhas que nos espreitavam estariam a comentar ou no quanto te escandalizava a loucura do gesto que nos levara até ali, aquele lugar, momento e beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquivaste-te sem convicção ao movimento das minhas mãos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(«escuta-escuta», sussurravas tu tentando interromper uma ousadia que te seduzia)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;e esses mesmos toques foram certamente a razão para, dias depois, nos deitarmos, pele com pele, boca com boca, sexo com sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse final de tarde, rebolando-te na cama beijei e possui cada pedaço de ti. Fomos amantes desbragados nas mais diversas formas físicas mas apenas numa de sentir a o mais profundo e secreto de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisemos estar e desejámo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar-te-ia hoje do que senti, se não repetisse o que então sentiste. No instante em que li no teu olhar o que a tua inconsciência te impedia de dizer, mergulhei por essa pinta do teu olho até alcançar a tua alma e beijei-a como amante. Como alguém que te amou sem se assustar nem dos sentimentos, nem das palavras, por os saber conscientes, verdadeiros e apaixonados. E não, não fruto de um momento de insanidade, ou de paixão, ou de desejo ou até mesmo por mera luxúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separarmo-nos foi a mais brutal das sensações. A noite chegou e o vazio instalou-se. Preencheu-se de afectos roubados, dos que ficaram por partilhar, de beijos e de palavras que não chegaram a acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(sim, sei que sou um tagarela mesmo quando me deveria conter, mas o tempo escasseou sempre e tanto ficou por dizer...),&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;cheguei a ausentar-me de mim e quase tive vontade de me ausentar de ti. Teria feito se o conseguisse e me soubesse capaz. Lágrimas afloraram, falei sozinho, escrevi e invadi-me...&lt;br /&gt;Uma e outra vez. Sempre com o mar a servir de pano de fundo. O mar que tanto gostamos de ver, sentir e respirar. O mar que foi dando forma a uma ideia. Eras a onda e eu a areia. A onda vinha, enérgica e revolta, espraiava-se mansa e docemente na areia até se entranhar totalmente em mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu libertei-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-4986478423747717101?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/4986478423747717101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/4986478423747717101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2008_12_01_archive.html#4986478423747717101' title='Foi a tarde mais doce de todas as tardes por inventar'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_o2Hfm-kpu1c/ST-xW_OQQzI/AAAAAAAAEB8/CHQKsa2x6bw/s72-c/mar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-3592644647829674052</id><published>2007-07-13T09:09:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T15:40:56.179-07:00</updated><title type='text'>Gosto de ti... por tudo o que de bom me fazes sentir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei porque gosto de ti. Não sei se gosto de ti ou se odeio, não sei se gosto apenas da ideia de gostar de ti&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(ou de te odiar),&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas, se é apenas a ideia de gostar de ti, por que é que ela me faz pensar tantas vezes em ti, não me afastar de ti ou, pior do que tudo, correr para ti quando te lembras de mim?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não serás o melhor dos meus amantes; não tocaste nem pareces saber tocar todas as cordas que me fazem vibrar enquanto mulher e amante, mas, quando estamos juntos e a minha pele se arrepia na tua, de nada me lembro na ária feita de vulcão e lava, no suspiro gritado com que primeiro me libertas e depois me confundes...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;... para logo voltar a odiar-te odiando-me, por amar a música com que sem te esforçares me encantas, pela arrogância, falta de atenção e egoísmo que em ti tanto me atrai e faz depender este meu coração de um gesto teu, de uma palavra tua que nunca acontecem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos houve que me desejaram e amaram mais e melhor do que tu, desses, nem os momentos bons conservo ou importam, porque nunca me interessei em os conhecer tão bem quanto o que aprendi e apreendi na fragilidade dessa tua máscara que, sem entender, me impede de permanecer nos teus braços naqueles momentos em que desejo o tempo se imobilize, nessas poucas horas livres que encontras para nós&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(e nunca ouvi um nós vindo de ti...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desconforta-me saber que te aproveitas da entrega excitada que não consigo controlar perante o teu desinteresse, do fascínio deslumbrado com que sigo os teus gestos seguros no restaurante, o respeito educado de quem te cumprimenta e o olhar de admiração que recebo, a energia que de ti transborda quando falas dos teus anseios profissionais, essa energia que eu tanto desejaria reservasses para amar, mimar e desejar-me, fosse em gestos, em palavras, em atitudes...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De ti, em ti, não há promessas, nem projectos em que eu entre, o futuro será aquele onde me quiseres arrumar na tua vida. Se desejares acomodar-me-ei complacente com a mesma facilidade com que me tens e te serves, serei tua amante quando te apetecer, tua companhia quando desejares, um dia... quem sabe..., talvez consiga representar para ti mais do que essa ideia de mulher que dominas e que eu sei, tanto te agrada fazê-lo. Confessaste até, nas poucas palavras sobre nós que trocámos, o quanto isso te faz também sentir confiante, revelaste-o a mim, eu que sei servir apenas para alimentar essa tua volubilidade permanente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas deixarei que assim seja sem realmente saberes o quanto te odeio, desdenho e desprezo, mesmo quando julgas que te amo e idolatro, numa raiva surda que cresce ao ritmo com que descubro e exploro cada uma das tuas fraquezas, cada uma das tuas necessidades em me humilhar e fazer depender de ti, tal como me repugna a tua inteligência indolente e autoritária que esconde o ser inseguro, medroso e incapaz que realmente és, o homem por quem me apaixonei e um dia tolamente ansiei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que conseguirei fazer com que me ames; não para te ensinar o sentimento, manipulando antes a minha presença cómoda até te corromper como um hábito do qual dependas e, depois... bem, depois, desinteressar-me-ei de ti na esperança de que sofras com a ausência do vício com que te amestrei!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086829871773673154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RpgM0TPqZsI/AAAAAAAAAU4/FBcG2Z1ktY8/s320/vela.jpg" border="0" /&gt; &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RpgMmTPqZrI/AAAAAAAAAUw/FbEj58PlxhI/s1600-h/vela.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;«— Quem verdadeiramente és tu Tomás?&lt;/em&gt;» — O dedo dela desceu devagar, ziguezagueou entre os pelos do peito até se espetar ameaçadoramente na zona logo acima do umbigo — «&lt;em&gt;És um sedutor barato, um homem sensível ou simplesmente alguém que usa palavras bonitas para se aproveitar da fragilidade das mulheres?&lt;/em&gt;»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele sorriu na direcção da unha cuidadosamente tratada, pintada, lentamente foi erguendo o olhar ao longo do corpo deitado na cama ao seu lado, cabeça apoiada na mão esquerda, cabelo escorregando entre os dedos e a curva do braço permitindo vislumbrar um seio repousando indolente na ponta da almofada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os olhos encontraram-se e Tomás ergueu a mão para afastar-lhe o cabelo do lado livre da testa, revelando o sinal escondido, deixou que os dedos encontrassem outro na nuca e acabassem a viagem na marca do peito, que tantas vezes o fizera interrogar-se de como fora ali parar. Essa trilogia era um gesto repetido que sabia arrepiá-la, um momento de prazer partilhado que o seduzia tanto quanto a pele dela crescendo num arrepio ao longo da jornada, fazendo-a morder o lábio, fechar os olhos e suspirar em intensa volúpia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não desta vez em que a mão aberta lhe cerrou a boca&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;«— Não digas nada. Não quero saber nem me interessa...»,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;para logo depois lhe revelar pelo puxar da sua cabeça que o queria por cima em mimo e abraço, protector ou de desejo, que a levasse a trocar os pensamentos pelo deleite, não sem antes&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;«— As conversas de cama são coisas passageiras; por isso, se o assunto é sério, nunca se fala na cama».&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tomás aproveitou o movimento para fazer rebolar os corpos e obrigar o dela a ficar por cima do seu. Sabia o quanto isso a deixava vulnerável, forçando-a a ficar e fixar o olhar a um palmo de distância do seu, pressentindo-lhe o desconforto de sentir-se tão exposta, o peito quente compassando a respiração enervada que se debatia em movimentos de fuga que o abraço dele cerceava&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;«— O que é que tu ganhas com isso? O que queres provar? Tens a certeza que no final não és tu quem sai magoada?»,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a irritação em crescendo até ao limiar do grito, o dele, quando as unhas afiadas dela quase o elevaram do colchão num gemido de dor que noutras alturas tanto a excitava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;«— O que é que te interessa? Aliás nem percebo porque te contei... o que vais pensar de mim.. raios!»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«— &lt;em&gt;Mas porque é que agora te importa tanto o que eu possa pensar?»&lt;/em&gt; achou Tomás daquele corpo tão frágil depositado ao lado do seu, por vezes imerso em tanta determinação e raiva de si mesmo, fintando-o agora em desafio, perdido na necessidade de se violentar numa confusão de pensamentos e sentimentos diversos... ou simplesmente de ser desejado e amado enquanto mulher para se afirmar, para se estruturar ancorada nessa atenção, até fortalecida se libertar e seguir o seu rumo. Um rumo que Tomás aceitara passar por ele, como porto de passagem de uma jornada construída sobre algumas desilusões e desencantos, se calhar extrapolados no receio das exigências a que um fundear mais longo sempre obriga. Umas vezes presa a fantasmas criados pelo medo do assalto à mais íntima das fragilidades que a alma guarda, outras perseguindo perfeições que a exigência desculpa, sorvendo o que de bom cada embarque proporciona e construindo de retalhos um imaginário perfeito que a faz manter em cada porto uma amarra quase vampiresca, de onde suga cada necessidade sem a preocupação de ter que erotizar as dificuldades que geralmente afundam as relações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois... depois e sempre o acaso, o baralhar do destino, a partida pregada por sentimentos que não se procurando surgem sem aviso e sem explicação e nos deixam com a vontade indefesa. No sentir recíproco pode estar a paz mas pode também não estar a chama que mantém muitos desafios acesos, os que não se entendem, os que se estabelecem raptando os sentidos e saqueando a alma apenas num sentido, trazem a insegurança e o sofrimento, logo depois podem dar lugar ao ódio e à vingança. Ténue será sempre o limite que estabelece essa fronteira e mais frágeis ficam os seres que se deixam levar pelo impulso que apenas serve a desculpa não confessada de manter o laço que nos liga aquele cais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«&lt;em&gt;— Porque é que te importa tanto o que eu possa pensar?&lt;/em&gt;» E porque é que realmente o incomodava? Naquele instante, entre lençóis suados e desalinhados, as duas silhuetas recortadas pelo amanhecer que anunciava o fim da madrugada, sentiram que o desejo de corpo não satisfaz, não descansa a alma e pode vandalizar o coração. E que todos os enganos e promessas por ambos jurados se poderiam esboroar ao ritmo com que se ameaça erguer algo novo, mais maduro, mais adulto e terrivelmente mais exigente por sobre todas as verdades confessadas em dias de descompromisso, em que o prazer da companhia e do entendimento contemplou as vontades da carne e da paixão. Como tudo se confunde e nos deixa de novo vulneráveis, como os seres se podem baralhar perante a ameaça dos sentimentos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;«&lt;em&gt;Vou-me embora! Antes que se estrague a amizade... ou se instale a dependência»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não houve um bater de porta, o som de um elevador ou do descer das escadas, o ruído de um carro a afastar-se. Tomás sentiu que lhe morriam uma a uma as palavras que tinha para lhe responder. Talvez não fizessem sentido. Ou talvez as pudesse dizer outro dia. Ela voltaria. Não pelo que faltara dizer, antes pelo que ficara por viver...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-3592644647829674052?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/3592644647829674052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/3592644647829674052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2007_07_01_archive.html#3592644647829674052' title='Gosto de ti... por tudo o que de bom me fazes sentir'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RpgM0TPqZsI/AAAAAAAAAU4/FBcG2Z1ktY8/s72-c/vela.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-4853788307098045743</id><published>2007-05-10T04:42:00.000-07:00</published><updated>2007-05-16T15:00:18.838-07:00</updated><title type='text'>Obsessão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acordo com os teus dedos escorregando pelas minhas costas a caminho das nádegas e, quando me volto, pressinto pelo teu olhar desperto que há muito eles devem vaguear por lá à espera de um sinal de resposta do meu corpo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;(eu a imaginar que era um sonho...),&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;e logo sorrio sonolento e meigo aos teus lábios que se aproximam, encolhendo-me no arrepio que a tua língua provoca ao passear pelos meus.&lt;br /&gt;Tens uns olhos doces e marotos que parecem amêndoas, brilhando para mim umas vezes gulosos de desejo, outras ternos de esperança e paixão, não sei o que te dizer nas alturas em que só me apetece mergulhar a boca em ti e repousar a cabeça no teu peito quando me enlaças. Mesmo sem o poder ver, adivinho que o teu olhar vagueia em pensamentos enquanto me afagas os cabelos, mas o meu preenche-se com o bico negro e carnudo do teu seio que já rola suave entre os meus dedos.&lt;br /&gt;Depois, sei que nos vamos voltar a amar até que exaustos e suados nos deixemos descair para outra dimensão ou que a fome nos empurre para a vontade de saciar outras vontades do corpo e eu, já sem tempo para ler ou escrever, até nos poucos momentos em que me deixas adormecer não descanso porque sonho contigo, com as tuas mãos, boca, cheiro e sabor, com a voz e até mesmo com as palavras que instantes antes sussurraste junto do meu ouvido e teimam em não fazer sentido!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«— Onde isto nos vai levar Tomás? Começo a sentir saudades do tempo que passa...»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu já não me recordo como e onde te conheci, como chegaste até mim e eu entrei em ti, se calhar até foste tu a entrar primeiro tomando conta do meu pensamento e dando o corpo às mais secretas fantasias&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«— Tira uns dias Tomás, tira uns dias e prometo-te o paraíso e os trópicos sem sairmos daqui...»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;e cumpri, tirei, fiquei e deixei-me envolver enquanto me invadias deleitando a tua sede e satisfazendo a minha fome de volúpia.&lt;br /&gt;Há instantes em que o prazer me faz pensar que tudo não passa de um sonho, outras até em que me julgo em delírio, depois sei que o calor que sinto não é febre mas o sol que teima em massacrar a janela do quarto, torna pesado e quente o ar que o calor dos nossos corpos em movimento não deixou arrefecer durante o esfriar da noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;« — Tomás!...»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/Rkt-2pw00eI/AAAAAAAAAKk/wwn7kURVATc/s1600-h/black.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065281683296932322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/Rkt-2pw00eI/AAAAAAAAAKk/wwn7kURVATc/s400/black.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e eu arrasto-me até à casa de banho, o chão frio da tijoleira refresca-me, e antes de te passar a toalha vejo-te para lá das cortinas de braços elevados, mãos esfregando a cabeça e pelo baço do tecido a silhueta farta dos teus seios, consigo imaginar até a espuma escorrendo ao longo da tua pele que tem o tom de canela, a água pingando indolentemente dos poucos pêlos púbicos que deixaste ficar.&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RkMLrRu0iTI/AAAAAAAAAJs/XlyZtYGjZBE/s1600-h/black.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/Rkt8gJw00dI/AAAAAAAAAKc/TJP0LN2VSVs/s1600-h/black.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RkM9xxu0iYI/AAAAAAAAAKU/CgeyRXd2J4s/s1600-h/black.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao mirares-te no espelho amplo que reflete a luz dos teus olhos claros, fazes o mesmo movimento de braços, desta vez escovando os cabelos ainda húmidos que rebeldes teimam em dispersar-se sobre os teus ombros, e logo tomo os teus seios nas minhas mãos abraçando-te pelas costas, sentindo esmagar-me nas tuas nádegas enquanto sorris languidamente e me entregas o pescoço para o beijar. Ao ergueres o queixo, fechares os olhos e pelos lábios entreabertos escapar um suspiro sem ais, sei que não vou conter-me e excitado penetrar o líquido permanente que há em ti, sem perceber onde fui encontrar forças para o voltar a fazer ou até se sobreviverei à intensidade do deleite que nascendo, crescendo e soltando-se violentamente sem rédea me faz duvidar que seja terrestre.&lt;br /&gt;Já dei por mim a ensaiar as palavras com as quais quero confessar-te que já não aguento, ainda que bom o caminho para a loucura, o trópico do teu sexo esvaziou-me, mais do que o corpo a mente que deixou de ser capaz de criar. Mas quando regressas, toco e desejo a mulher que explode de ti, mimo as iguarias com que me delicias e paradoxo-me na hesitação das frases que então faço por esquecer, ansiando que o paraíso de sensações jamais termine&lt;br /&gt;Aliás, já nem sei bem em que pensar; num instante tenho pouco tempo e vontade de permanecer neste lugar, para logo me sentir refém da mão que sabiamente me aprisiona e da boca que subtrai o pouco de mim que ainda resta...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-4853788307098045743?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/4853788307098045743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/4853788307098045743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2007_05_01_archive.html#4853788307098045743' title='Obsessão'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/Rkt-2pw00eI/AAAAAAAAAKk/wwn7kURVATc/s72-c/black.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-8854984608441492926</id><published>2007-04-10T00:32:00.000-07:00</published><updated>2007-04-10T06:01:31.776-07:00</updated><title type='text'>Mata Hari</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RhtBqG5x0TI/AAAAAAAAAHQ/-WAoO0HLYbY/s1600-h/casablanca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051703598689407282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RhtBqG5x0TI/AAAAAAAAAHQ/-WAoO0HLYbY/s320/casablanca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RhtAtG5x0RI/AAAAAAAAAHA/RtCwnol0SvE/s1600-h/casablanca.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem és tu desconhecida&lt;br /&gt;Saída detrás de um véu que ora abandonaste&lt;br /&gt;Que me enrolas num beijo de canela e mel&lt;br /&gt;Quem és que me chamas teu doce&lt;br /&gt;Que chegas e me possuis sem aviso&lt;br /&gt;Mulher linda e sedutora que me invade a mente sem pudor&lt;br /&gt;E sem pudor me excita os sentidos&lt;br /&gt;Percorres o meu corpo sem estares presente&lt;br /&gt;Quem és tu que me inspiras&lt;br /&gt;Que me fazes suspirar na ausência do teu toque&lt;br /&gt;E mais ainda na presença dele&lt;br /&gt;Que me embalas no ritmo cadenciado das tuas ancas&lt;br /&gt;Quando sobre mim danças&lt;br /&gt;Quem és tu que me enlouqueces no grito sem palavras que soltas&lt;br /&gt;E te esvaís em espasmos longos e desprotegidos&lt;br /&gt;Que requerem o abraço&lt;br /&gt;O beijo&lt;br /&gt;O afecto&lt;br /&gt;Quem és…&lt;br /&gt;Quem és…&lt;br /&gt;Porque despertas de novo, tão rápido&lt;br /&gt;A paixão fremente nos corpos&lt;br /&gt;Quem és…&lt;br /&gt;Como chegaste…&lt;br /&gt;Quando voltas…&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-8854984608441492926?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/8854984608441492926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/8854984608441492926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2007_04_01_archive.html#8854984608441492926' title='Mata Hari'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RhtBqG5x0TI/AAAAAAAAAHQ/-WAoO0HLYbY/s72-c/casablanca.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-4794520206709380338</id><published>2007-01-05T09:56:00.000-08:00</published><updated>2007-01-10T03:57:09.887-08:00</updated><title type='text'>Marquise com vista sobre a churrasqueira!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Querida, sei que, logo à noite, quando chegar a casa e te encontrar à volta das panelas lamentando o teu dia, irás mais uma vez fazer-me queixas dos disparates do Leonardo, do Lúcio e da Laura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(e eu, como sempre, a tentar lembrar-me porque raio os nomes dos nossos filhos começam todos por «éle»!)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;e também do primo Luís&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(será de família?),&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;que veio passar o verão connosco a Mem Martins, da vizinha de cima que voltou a estender roupa a pingar, ou do militar do andar ao lado que arranjou novo companheiro, irás voltar a dizer-me que o grelhador eléctrico, comprado em saldo no Feira Nova e no qual tentas com afinco assar sardinhas no estendal da roupa, não funciona bem, e eu ficarei a pensar que os problemas do meu dia são pequeninos e insignificantes ao pé dos teus.&lt;br /&gt;Porque não me apetecerá contar-te que o meu chefe gritou mais uma vez comigo ou que as contas da empresa andam mal, que provavelmente nem irei ter subsídio de férias e que oxalá o ordenado não se atrase, senão a prestação das três assoalhadas com marquise&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(como raio cabemos cá todos?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;está em risco, e tu querias tanto uma máquina de lavar roupa nova, igualzinha àquela que viste no folheto que deixaram na caixa do correio e que a tua irmã já tem, e eu sem ver outra alternativa senão irmos à praia de autocarro, porque o nosso Fiat Uno ainda não passou na inspecção e o meu irmão não está cá para arranjá-lo.&lt;br /&gt;Não te quero preocupar com isso amor, mas também não sei de mais nada para conversar contigo. Não tenho nenhum colega que se tenha divorciado recentemente por ter sido apanhado com a cunhada a fazer nudismo no Meco e tão pouco te interessaria saber que roubaram outra vez os espelhos do elevador do prédio onde moramos. Como não ligas ao futebol, como certamente não te interessa saber que o meu computador no trabalho não se entende comigo e tenho que fazer as facturas à mão, irei permanecer calado, depois de ter dado um beijinho na bochecha corada e escutarei o quanto te correu mal o dia, pois tenho a certeza de que te continuarás a queixar mesmo quando eu fugir para a marquise onde os miúdos dormem, e eu:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«— Sim ?»&lt;br /&gt;«— Tchee!...»&lt;br /&gt;«— Não me digas...»,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já sem te escutar bem, tentando ganhar espaço para abrir a janela e mergulhar num cigarro porque tu não gostas do cheiro em casa. Já vi que os miúdos têm pósteres novos na parede e nas janelas, é engraçado que eles têm um ar menos chocante do que aqueles que eu tinha no meu quarto quando te conheci no secundário. Quantas vezes me apetece confessar-te que tenho saudades desse tempo, se calhar são apenas saudades dos sonhos que então tínhamos, até tu engravidares e o teu pai me obrigar a casar contigo.&lt;br /&gt;Como sempre dirás aos gritos que eu estou muito calado, que não te ligo, que me fecho,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«— Se calhar arranjaste uma amante ou andas embeiçado por uma colega...»,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;altura em que eu fujo para o café, para beber uma última imperial ou para a casa de banho para ler o resto da &lt;em&gt;Bola&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;É por isso querida, que eu gosto de ver um filme contigo na sala, naquela televisão que comprámos no último Natal, com écran grande mas de marca branca porque era mais baratinha. Normalmente, logo a seguir à telenovela, tu aconchegas-te no meu ombro, indiferente ao barulho do &lt;em&gt;modem&lt;/em&gt; e do teclado do computador, porque os putos estão num &lt;em&gt;chat&lt;/em&gt; qualquer a destilar hormonas &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(tivemos que meter o computador na sala, sei que não gostaste,&lt;br /&gt;mas não havia mais espaço), &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não tarda adormeces cansada, com um pouco de sorte ficas em posição de não ressonar, e eu poderei fazer-te festas no cabelo, ficamos tão bem em silêncio sem ter que te explicar aquela parte do filme que não percebeste, a pensar como és bonita, tão bonita como no dia em que te conheci, que gosto tanto de ti, e que, se o tempo ajudar, vamos à praia este fim de semana, sozinhos, porque não dizemos aos rapazes, que preferem ir para a outra banda, nem à Laura, que arranjou namorado novo e que a mim não me parece de confiança, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;(eu sei... já me esqueci de quando era novo e namorávamos...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;e, a seguir, até podíamos ir aquela churrasqueira baratinha, que faz um frango tão bom e que nos diz tanto, pois foi lá&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;(será que ainda te lembras?) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;que me disseste que estavas grávida! Que achas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-4794520206709380338?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/4794520206709380338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/4794520206709380338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2007_01_01_archive.html#4794520206709380338' title='Marquise com vista sobre a churrasqueira!'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-9160993920234906533</id><published>2007-01-04T04:15:00.000-08:00</published><updated>2007-01-04T08:00:18.825-08:00</updated><title type='text'>O decote que desconheço...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RZ0fgiMCdrI/AAAAAAAAAAo/v4XdHWgdFuA/s1600-h/flor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016200203754174130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RZ0fgiMCdrI/AAAAAAAAAAo/v4XdHWgdFuA/s400/flor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebi que o nosso casamento realmente não estava bem&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(é verdade, já andas a dizer-me isso há muito tempo...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;quando dei por mim a apreciar distraído o decote daquela amiga provocante da nossa filha, corei de embaraço ao subir o olhar e cruzar com o dela trocista&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(senti-me o Spacey na «Beleza Americana» lembras-te? Foi o primeiro filme para «gente grande» que fomos ver com os miúdos)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e, como ele, percebi que não era tão só o desejo por ti que tinha morrido, mas a vontade de viver que desaparecera não sei quando&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(não sei precisar, se calhar depois dos miúdos terem nascido ou então mais tarde, quando eles começaram a não querer sair connosco e já tínhamos desaprendido de o fazer só nós dois)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e não é por não seres ainda uma bela mulher, aliás, mais linda do que nunca, mais serena, mais madura, mais inteligente, eu é que não sei falar contigo, perco-me nas palavras e no interesse, já não temos mais conversas que nos apaixonem, interesses comuns, desejos para partilhar.&lt;br /&gt;Alheei-me, bem sei, primeiro comecei a sair sozinho, depois com os amigos, uns de ocasião outros com quem partilho tanta coisa,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(não, não é só o futebol e mulheres, sabes?, falamos de muitas coisas, das frustrações do trabalho e sei que eles me entendem por sentirem o mesmo, dos problemas em casa não falamos como às vezes fazes com as tuas amigas, mas os homens não são assim)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;deixámos de ir ao cinema, jantar fora, passar fins de semana a passear, fomos perdendo até amigos comuns, mas eu não percebi, não percebi até que já não fazemos amor há muito tempo, trocamos apenas um beijo rápido pela manhã quando nos despedimos ou à noitinha quando nos encontramos. E já nos encontramos muito pouco, acho até que nos portamos como dois estranhos que partilham a mesma casa, geralmente só falamos quando temos uma conta imprevista para pagar, já nem discutimos o que vamos dar de presente aos miúdos no Natal ou nos anos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(afinal eles já sabem o que querem e nem se fala mais nisso)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e não sei se o que custa mais é já não ser surpreendido quando, nas mesmas datas, me ofereces qualquer coisa, se o mesmo desinteresse que sinto quando compro qualquer coisa para ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(no princípio ainda comemorávamos aquelas «datas especiais», quando começamos a namorar, o dia do nosso casamento, até aquele dia mágico em que juntos perdemos a virgindade)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já não me lembro do que te ofereci da última vez, espero lembrar-me a tempo de não repetir o presente e tenho ainda na gaveta o pijama que me deste no último Natal. Nunca te disse mas não me sinto bem nele, está um pouco apertado, na altura nem liguei muito, afinal nos anos tinhas-me dado um parecido e, esse, ainda está bom.&lt;br /&gt;A ti tudo te serve, estás cada dia mais linda e mais jovem, depois de teres engordado um bocadinho quando os miúdos eram pequenos, voltaste a ter cintura e o teu peito bem feito a recortar-se nas blusas justas de decotes abertos, em vez daquelas camisas com patinhos que dantes colocavas fora das calças.&lt;br /&gt;No princípio ainda me preocupei, porque tu tinhas um chefe novo na empresa que te andava a chatear&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(apresentaste-mo uma vez, ainda te lembras?, na altura discutimos se os olhos dele eram verdes ou cinzentos e tu não gostaste quando te disse que parecia simpático)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;mas, depois,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;«— parece que ele até é bom e tem boas ideias»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e tu começaste a gostar e a trabalhar mais, o trabalho a aumentar e a obrigar-te a sair mais tarde para não acumular, às vezes até ao fim-de-semana o que para mim era bom, porque assim não me chateavas tanto quando saía com os meus amigos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;«— Divertiste-te?»,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;perguntavas-me, mas eu sabia que já nem ouvias a minha resposta, por isso passei a encolher os ombros, esse gesto tornou-se até a única coisa que fazemos juntos.Mas fiquei preocupado, sabes?, porque tu estavas cada vez mais magra e a tua cara parecia cansada, mesmo se o disfarçavas com um sorriso que às vezes me parecia triste, outras vezes forçado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(não andavas a alimentar-te bem, dormias pouco e dormias mal, cada vez conversávamos menos e, quando o fazíamos, era sobre o teu entusiasmo com a empresa e eu tinha vergonha de te confessar os desapontamentos com a minha, esperava até o puder fazer com a malta).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltaste a usar vestidos,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(até saia!,)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma vez arriscaste mesmo uma blusa que te deixava o umbigo quase à mostra, lembro-me de rir e de te perguntar se ainda tinhas idade para isso, saíste porta fora e parece até que ainda a estou a ouvir bater. Fiquei furioso e nesse dia quis chegar tarde, demorei-me propositadamente no café até o nosso filho me telefonar e perguntar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;«- estás bem Pai?»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;regressei a casa e tu chegaste logo a seguir, porque nesse dia um fornecedor se tinha atrasado, não falámos, não discutimos, não me disseste nada, fizeste de conta que eu não existia e só quiseste saber como estavam a correr os trabalhos dos gémeos na escola. Deitaste-te logo de seguida, porque te doía a cabeça e eu fiquei a ver televisão, a tentar ouvir o som por cima do barulho da máquina de lavar loiça, aquilo irritava-me mas adormeci no sofá a ver novela,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(imagina!,)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;até te sentir, já de madrugada, a desligar a televisão e a pôr-me um cobertor sobre os ombros.&lt;br /&gt;Fingi que estava a dormir, não queria discutir, mas, para te falar verdade, naquela altura o que me apetecia mesmo era puxar-te para mim, rebolar contigo no chão e fazermos amor intensamente, da mesma forma que fazíamos quando nos casámos e morávamos naquela casa pequena que, pouco a pouco, fomos mobilando com os subsídios.&lt;br /&gt;Não o fiz com medo da tua reacção e porque não queria parecer desajeitado, também não me apeteceu ouvir-te repetir que tinhas de acordar cedo por causa do trabalho ou que os miúdos podiam despertar com o barulho.&lt;br /&gt;Tenho saudades desse tempo, quando tínhamos pouco mas nos tínhamos. Não sei porque nos afastámos, em que momento das nossas vidas começámos a agir como estranhos e porque o trabalho para ti parece tão importante. Para mim é estúpido que digas que ele te realiza, não entendo como isso pode acontecer, ter que ouvir e cumprir ordens, receber telefonemas do teu chefe a qualquer hora ou ter que chegar mais tarde. Eu, quando chego, estive a divertir-me com os meus amigos, estive a desancar nos meus chefes, está bem, às vezes até comentamos as formas de uma qualquer miúda com que nos cruzamos.&lt;br /&gt;Agora… agora, de repente, não sei o que sinto, ao olhar para o decote da amiga da nossa filha percebi que o teu, pela manhã, quando te sentas fresca e cheirosa a tomar o pequeno-almoço, me é também profundamente desconhecido!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-9160993920234906533?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/9160993920234906533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/9160993920234906533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2007_01_01_archive.html#9160993920234906533' title='O decote que desconheço...'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RZ0fgiMCdrI/AAAAAAAAAAo/v4XdHWgdFuA/s72-c/flor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9187179439728629500.post-1005212567748596725</id><published>2007-01-03T09:41:00.000-08:00</published><updated>2007-01-10T03:59:49.841-08:00</updated><title type='text'>O Nosso Banco de Jardim...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RZ5wD8plTmI/AAAAAAAAAA0/ZQnrQINy__8/s1600-h/banco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016570248059768418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RZ5wD8plTmI/AAAAAAAAAA0/ZQnrQINy__8/s400/banco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Durante muitos meses habituei-me a ser o ombro confidente teu amigo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;«— devias ter ido para padre ou psicólogo, Tomás, tens jeito»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;e decorei cada traço que as maças do teu rosto fazem enquanto falas ou tomas fôlego, num compasso de espera que a língua acompanha aflorando e molhando os lábios. Sei que te enervas ou ficas indecisa quando vibras rápida a pálpebra esquerda, consigo até descobrir o que te desagrada pelo tom da tua voz, e nós falando de tudo e de nada, os teus olhos verdes brilhando risonhos dos disparates da minha vida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(acinzentando-se quando estás triste)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;e pouco a pouco contaste-me a tua,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(e eu vi-os muitas vezes cinzentos)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;rapidamente deixámos de ser apenas colegas para nos tornarmos cúmplices daqueles bocadinhos de conversa, da troca de gestos e de sorrisos de quem acha que se conhece e acaba por partilhar uma história que, em algum momento e neste lugar, era quase como se desde sempre fosse a nossa.&lt;br /&gt;Desvendaste aos poucos o teu mundo, a criança que deixara de o ser com o divórcio dos teus pais, a vida nova que se abriu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(ou fechou Teresa?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;com a tua mãe cada dia mais amarga, mais intolerante e impaciente, até ao teu primeiro namorado, depois teu marido, com quem descobriste a sexualidade e a maternidade, num percurso constante de deveres, responsabilidades e obrigações. A mim partilhaste o teu desencanto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;«- é a primeira vez que o faço, Tomás, nunca confessei a ninguém, nem à minha mãe, tenho vergonha que não me entendam»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;porque ele, o pai do teu filho, deixara de ser o namorado que era, e nunca fora o marido que sonharas, primeiro o trabalho, depois a rotina do casamento que se instalou num ápice e os amigos, o futebol e as noitadas no bar passaram a ser mais aliciantes do que a tua companhia.&lt;br /&gt;E tu a veres a vida a repetir-se, eras agora mãe, a tua mãe, cada dia mais só e, como ela, cada dia mais amarga e desencantada, presa a um filho e a um casamento com contas para pagar todos os meses.&lt;br /&gt;Voltaste por isso a trabalhar depois do Fernando nascer, custou-te bastante mas, descobriste-o depois, foi um bocadinho de liberdade que recuperaste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(mas alguma vez a terás tido na tua vida?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;foi bom voltares a sentir-te útil fora das quatro paredes de uma casa da periferia, custou habituares-te de novo à rotina chata dos transportes públicos, mas, esses pequenos tempos que tinhas só para ti no comboio, permitiram-te voltar aos livros, à música e aos poemas que tão bem sabes escrever&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(desculpa ter dito que no poema que fizeste sobre o nascimento do teu filho versaste só sobre isso, o TEU filho como se Pai ele não tivesse)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;E eu... eu uma vida que desejava livre e com tempo para partilhar e desfrutar das coisas boas que ela oferece, dando às responsabilidades o prazer de um desafio, tantas aventuras para contar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(umas bem reais, outras romanceadas para te fascinar e prender a atenção)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;contava os contratempos e de uns rias encantada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(e nessa altura os teus olhos eram verdes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;a outros abanavas a cabeça e fintavas-me naquele jeito meio reprovador/meio matreiro que certamente usas para o teu filho apanhado em falta, perguntavas, querias saber sempre mais, todos os pormenores e todos os meus sonhos, todos os lugares que gostaria de visitar e todas as coisas que gostaria ainda de fazer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(e visitámos e fizemos tanta coisa juntos em palavras...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;dei por ti vivendo a minha vida e partilhando-a, tornando-a cada vez mais tua para te furtares aos teus dias de solidão e desencanto.&lt;br /&gt;Recordo como o primeiro beijo aconteceu de uma forma tão natural, quase como se sempre tivesse imposto no fim de cada dia de trabalho, tímido e rápido como dois lábios se experimentando a medo. Sei que ficaste a pensar nele como eu fiquei, na vontade de o repetir e prolongar, mas tinhas o comboio para apanhar, o Fernando para ir buscar à creche e a noite avizinhava-se, a tua noite onde eu só entrava em sonhos. Há muito já tinha entrado, confessaste envergonhada não sei de quê, pois eu partilhava o mesmo pecado.&lt;br /&gt;No dia seguinte estava tão nervoso quanto tu, os olhares furtavam-se, os pequenos gestos de cumplicidade que adquiríramos já não pareciam naturais e até o convite para almoçar soou estranho como se nunca tivesse acontecido. Quando depois do almoço nossas mãos se roçaram acidentalmente na rua,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(confesso, não foi acidentalmente)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;não demorou a entrelaçarem-se como imanes, não sei quem chegou primeiro ao beijo que tardava, como diz o poema daquela canção que um dia me mostraste e que substituiu todas as palavras que não conseguimos dizer,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(e nós nunca tivemos problemas em falar um com o outro Teresa...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;num instante em que, sabendo que já te amava descobri o quanto. Há muito que te escondia pois há confissões que custam revelar, mesmo sentindo que também te morria na garganta o que os teus olhos verdes denunciavam.&lt;br /&gt;Em mim não sei se vias o meu olhar se acinzentando quando contavas o que compravas para a tua casa, a TUA casa, do bolo que tinhas feito para a TUA família&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(pensando bem, nunca disseste a TUA família)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;ou falavas dos amig&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;os comuns que vos visitavam e dos poucos passeios que faziam,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(quantas vezes imaginei eu e tu de mão dada)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;coisas que não faziam parte de mim e nunca fariam de nós.&lt;br /&gt;Não sei como aconteceu, mas ontem desembocámos num quarto de hotel, eu tão nervoso quanto tu mas disfarçando, com o mesmo anseio e sofreguidão com que os beijos e carícias despiram nossas roupas e os corpos nus se fundiram. Contei mentalmente cada sinal do teu corpo, percorri com os dedos e a boca cada curva com a vontade de descoberta de um adolescente,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(e nesse momento sentíamos a adolescência da primeira vez)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;inspirando fundo em cada poro teu para roubar o odor que me despertara a paixão, enquanto tu revelavas o calor de um corpo que desabrocha como se nunca o tivesse feito, uma e outra vez e tudo era como novo para nós dois. Brinquei com a tua pele arrepiada ao percorrer-te a curva das costas e descobri em mim o prazer das tuas unhas se cravando nas minhas nádegas, enquanto os teus olhos, num momento prolongado e arfante, ficaram de um verde tão límpido e transparente que me permitiram conhecer os recantos mais escondidos da tua alma. E, nesse dia, em que as horas pareceram minutos e o inverno se fez verão no suar de dois corpos exauridos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;«- nunca o faria com mais ninguém Tomás e nunca o senti tão intensamente»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;a noite chegou cedo trazendo obrigações e impondo uma realidade que nos separou vazios de palavras.&lt;br /&gt;Hoje, ao almoço, fugiste com o olhar e só falaste sobre a TUA casa e o TEU filho, quando a medo te perguntei o que significava para ti o dia de ontem rabiscaste no guardanapo do restaurante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;«- foi a coisa mais linda que já me aconteceu»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;e eu limitei-me a guardar a folha de papel na carteira como se fosse Robert Kincaid nas «Pontes de Madison County»,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(ainda que com ele só partilhe o gosto pela fotografia e neste momento &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;queria tanto ter uma dos teus olhos verdes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;percebendo que a nossa história nunca seria tão importante quanto a TUA casa aonde chegara a humidade do inverno, o TEU frigorífico que fazia barulho, a mobília nova que gostavas de comprar para a TUA sala e até o apelido de casada no TEU nome, que se esgotara a cumplicidade das palavras e dos gestos, ou que, como em tantas outras histórias, a nossa só teria passado.&lt;br /&gt;Não sei se os teus olhos brilharam ou se acinzentaram quando me levantei, preciso rapidamente de sentir a única coisa que posso chamar de nossa: aquele banco de jardim público onde nos sentávamos quando as pernas nos traíam depois do beijo, se calhar até lhe tiro uma fotografia para colocar junto ao papelinho que conserva a tua letra e que cuidadosamente guardei, como fiz a todos os momentos que imaginei viver a teu lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9187179439728629500-1005212567748596725?l=tomaswolf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/1005212567748596725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9187179439728629500/posts/default/1005212567748596725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tomaswolf.blogspot.com/2007_01_01_archive.html#1005212567748596725' title='O Nosso Banco de Jardim...'/><author><name>http://www.ogeniodalampada.blogspot.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10180384155989114732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_o2Hfm-kpu1c/RZ5wD8plTmI/AAAAAAAAAA0/ZQnrQINy__8/s72-c/banco.jpg' height='72' width='72'/></entry></feed>
